Tatiana TERRA2017-10-19T23:12:34+00:00

Tatiana TERRA

Nascida em Brasília, a capital do Brasil, Tatiana TERRA inicia o aprendizado de pintura ainda na infância, aos 12 anos. Não hesitou em sua formação a dar continuidade e se dedicar as artes pois esta força criativa esteve sempre nítida em sua alma.

Artista Visual, concluiu estudo em Artes Plásticas (1997) e atualmente é Doutoranda em Arte (2015- ) pela Universidade de Brasília onde continua suas pesquisas e descobertas. É neste universo geográfico tão rico de espaços vazios e duma urbanização recente muito profícua onde a artista têm para seu imaginário um campo aberto.

Trabalha com vídeo, fotografia, pintura, intervenção urbana e colagens digitais. Faz parte do grupo de pesquisa artística Vaga-Mundo Poéticas Nômades. Suas realizações artísticas permeiam o campo da paisagem entre temas que contemplam a arquitetura, as cidades e o horizonte. Em constantes exposições no Brasil, já se participou de mostras internacionais na Itália e Estados Unidos e Espanha.

OBRAS

Arquimera_bresilArtFrance

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ARQUIMERA

As obras pertencentes a série “Arquimera – arquitetura da veleidade” são imagens construídas a partir da fusão de fotografias e intervenções digitais, consideradas colagens digitais. Compreendem releituras do espaço por construções utópicas que recriam cenários fictícios. São imagens que se apresentam como fragmentos de uma paisagem construída, paisagem que tem por definição ser um “recorte no espaço”, e que, portanto, está representada por fragmentos e recortes racionais, em seu formato ou mesmo nas figuras geométricas vazadas inseridas na composição das imagens. As imagens são demarcação e moldura, recorte, porém o “corte para a imensidão”.

Arquimera – arquitetura da veleidade, cujo título remete ao fictício da arquitetura, seja ela natural ou construída, apresenta também o desejo daqueles que observam e reconfiguram o mundo que habitam, pois “já não mais creem no mundo das coisas próximas”, são novas realidades, novas possibilidades do medir, vozes da distância que se atenta aos detalhes, exibe-se por tamanho reduzido, alude ao que cogitamos reconhecer, o visto reconfigurado, em um movimento “para assinalar o mundo perceptivo” (Bachelard).
As imagens vacilam entre as experiências das construções, entre as imagens habituais e as possibilidades da realidade. São revelações, transfigurações, delírios, deformações em espaços ‘impermanentes’ e silenciosos, a presença estética de delimitações como possibilidades da transposição dos limites e atravessamentos de horizontes.

O vagar pelo espaço da imaginação transita na construção e desconstrução de formas.